Segurança Presente, Comunidade Protegida
Cirilo Fernandes — Candidato a Deputado Estadual pelo Amapá
1. TÍTULO DA PROPOSTA
AMAPÁ SEGURO
Segurança Presente, Comunidade Protegida
O Projeto Amapá Seguro estabelece diretrizes para uma política estadual baseada em três frentes:
Combate ao crime organizado + Fortalecimento das forças de segurança + Prevenção social da violência.
A proposta parte do princípio de que segurança pública não pode depender apenas da reação depois que o crime acontece.
É necessário combinar inteligência, investigação, policiamento, tecnologia, valorização profissional e prevenção.
2. DIAGNÓSTICO DO AMAPÁ
O enfrentamento ao crime organizado tornou-se uma questão estratégica para a segurança pública do Amapá.
Operações realizadas nos últimos anos demonstram a existência e atuação de organizações criminosas em diferentes municípios do estado.
Por isso, uma política moderna de segurança precisa impedir que grupos criminosos ampliem seu domínio territorial e sua capacidade de recrutamento, principalmente de adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade.
Ao mesmo tempo, é necessário fortalecer as instituições estaduais responsáveis pela segurança:
- Polícia Militar;
- Polícia Civil;
- Polícia Científica;
- Corpo de Bombeiros Militar;
- demais instituições estaduais integrantes do sistema de segurança, dentro de suas atribuições.
A própria Constituição do Estado atribui à Polícia Militar funções de policiamento ostensivo e preservação da ordem pública.
O papel do Deputado Estadual será legislar dentro das competências estaduais, fiscalizar as políticas de segurança, acompanhar o orçamento e cobrar do Poder Executivo estrutura adequada para essas instituições.
3. TRÊS PILARES DO AMAPÁ SEGURO
Pilar 1 — Segurança Presente
Defender maior presença das forças de segurança nas regiões com maior incidência criminal, orientada por planejamento, inteligência e análise de dados.
O objetivo não é simplesmente aumentar operações indiscriminadamente, mas utilizar informações para identificar horários, regiões e tipos de ocorrência que necessitam de maior atenção.
Pilar 2 — Inteligência e Tecnologia
O crime organizado atua utilizando tecnologia, comunicação e estruturas financeiras.
O Estado também precisa utilizar tecnologia para enfrentá-lo.
O projeto defenderá investimentos e políticas relacionadas a:
- inteligência policial;
- integração de informações;
- videomonitoramento;
- equipamentos;
- sistemas de comunicação;
- análise criminal;
- investigação;
- tecnologia para identificação de áreas com maior incidência de crimes.
Pilar 3 — Prevenção Social
Segurança pública também significa impedir que crianças e adolescentes sejam atraídos pelo crime.
A proposta defenderá integração entre políticas estaduais de:
Segurança + Educação + Esporte + Cultura + Qualificação + Assistência Social.
A atenção deverá ser especialmente direcionada a territórios com maior vulnerabilidade social, inclusive periferias e áreas de ressaca de Macapá e Santana.
4. TEXTO-BASE DO PROJETO DE LEI
PROJETO DE LEI — POLÍTICA ESTADUAL AMAPÁ SEGURO
Art. 1º Ficam estabelecidas, no âmbito do Estado do Amapá, diretrizes para a Política Estadual de Prevenção à Violência e Fortalecimento da Segurança Pública, denominada Amapá Seguro, observadas as competências constitucionais dos órgãos estaduais e a legislação federal aplicável.
Art. 2º São princípios da Política Estadual Amapá Seguro:
I — proteção da vida e da integridade das pessoas;
II — prevenção da violência;
III — integração entre segurança pública e políticas sociais;
IV — atuação orientada por evidências e indicadores;
V — fortalecimento da inteligência e investigação;
VI — valorização dos profissionais da segurança pública;
VII — transparência e avaliação dos resultados;
VIII — respeito aos direitos e garantias fundamentais;
IX — cooperação entre Estado, municípios, União e sociedade civil.
Art. 3º Constituem diretrizes da Política:
I — incentivo à utilização de tecnologia aplicada à segurança pública;
II — fortalecimento das ações de inteligência e investigação;
III — aperfeiçoamento dos mecanismos de integração entre os órgãos estaduais;
IV — incentivo ao policiamento de proximidade e às estratégias de prevenção comunitária;
V — desenvolvimento de estratégias específicas para territórios com maior vulnerabilidade e incidência criminal;
VI — fortalecimento de políticas de prevenção destinadas a crianças, adolescentes e jovens;
VII — incentivo à produção, organização e divulgação de indicadores de segurança pública, respeitados o sigilo das investigações e a proteção de dados;
VIII — fortalecimento de programas de atenção e valorização dos profissionais de segurança.
Art. 4º As políticas estaduais de prevenção à violência poderão priorizar territórios identificados tecnicamente por indicadores de vulnerabilidade social e criminalidade.
§1º A priorização territorial deverá utilizar critérios objetivos e informações oficiais.
§2º As estratégias poderão envolver articulação entre políticas de educação, esporte, cultura, qualificação profissional, assistência social e segurança pública.
Art. 5º O Estado poderá incentivar estratégias de policiamento comunitário e aproximação entre instituições de segurança e população, observadas as competências operacionais dos respectivos órgãos.
Art. 6º A Política Amapá Seguro deverá incentivar a utilização de indicadores para avaliação periódica das políticas públicas de segurança.
Art. 7º A implementação das diretrizes previstas nesta Lei observará a disponibilidade orçamentária, o planejamento administrativo e as competências próprias do Poder Executivo.
Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
5. COMBATE ÀS FACÇÕES E AO CRIME ORGANIZADO
Uma das prioridades será fortalecer a capacidade do Estado de enfrentar organizações criminosas.
O mandato defenderá:
- fortalecimento da inteligência;
- melhores condições para investigação;
- integração entre instituições;
- equipamentos e tecnologia;
- intercâmbio de informações;
- acompanhamento das políticas penitenciárias;
- cooperação com instituições federais e de outros estados.
O objetivo é combater não somente o criminoso que está nas ruas, mas também a estrutura financeira, logística e organizacional que sustenta o crime.
6. VIDEOMONITORAMENTO E TECNOLOGIA
Uma das ações defendidas será a ampliação responsável da utilização de tecnologia em áreas estratégicas.
O mandato poderá defender recursos orçamentários para:
- câmeras em pontos estratégicos;
- modernização de centros de monitoramento;
- sistemas de comunicação;
- equipamentos tecnológicos;
- integração de sistemas;
- ferramentas de análise criminal.
A utilização dessas tecnologias deverá respeitar a legislação relacionada à privacidade e proteção de dados.
7. POLICIAMENTO COMUNITÁRIO
A aproximação entre polícia e comunidade pode ajudar na prevenção e identificação dos problemas locais.
O projeto defenderá o fortalecimento de estratégias de policiamento comunitário e de proximidade.
A ideia é aumentar o diálogo entre:
Comunidade → Polícia → Estado
Moradores conhecem a realidade de seus bairros e podem contribuir com informações importantes para a construção de políticas preventivas.
8. PREVENÇÃO NAS PERIFERIAS E ÁREAS DE RESSACA
O enfrentamento da violência precisa considerar as condições sociais dos territórios mais vulneráveis.
Nas periferias e áreas de ressaca de Macapá e Santana, políticas preventivas poderão integrar segurança pública com:
- esporte;
- cultura;
- educação;
- qualificação profissional;
- inclusão digital;
- oportunidades para juventude;
- fortalecimento comunitário.
O objetivo é reduzir os espaços utilizados pelo crime organizado para recrutamento de crianças, adolescentes e jovens.
9. JUVENTUDE LONGE DO CRIME
Essa frente estará diretamente ligada ao Projeto Juventude de Cirilo Fernandes.
A proposta será defender programas estaduais e articulações que ofereçam alternativas aos jovens residentes em regiões vulneráveis.
Entre elas:
- esporte no contraturno;
- atividades culturais;
- qualificação profissional;
- tecnologia;
- orientação profissional;
- encaminhamento para oportunidades de aprendizagem e emprego;
- apoio a projetos comunitários.
Segurança pública também é criar oportunidades antes que o crime consiga ocupar esse espaço.
10. VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA
Não existe segurança pública eficiente sem profissionais preparados e valorizados.
O mandato buscará acompanhar e defender políticas relacionadas a:
- formação e capacitação;
- equipamentos adequados;
- condições de trabalho;
- saúde física;
- saúde mental;
- proteção dos profissionais;
- aperfeiçoamento das carreiras, respeitadas as competências constitucionais.
O Amapá já possui política estadual de saúde mental para servidores da segurança pública.
Portanto, a atuação parlamentar deverá também fiscalizar sua execução e buscar seu aperfeiçoamento, em vez de simplesmente propor novamente algo que já existe.
11. EFETIVO E CONCURSOS
A criação de cargos, organização das corporações, remuneração e realização de concursos envolvem competências próprias do Poder Executivo.
Por isso, Cirilo Fernandes não apresentará como promessa algo que um Deputado Estadual não pode executar sozinho.
A atuação parlamentar será:
- fiscalizar a situação dos efetivos;
- solicitar informações;
- cobrar planejamento;
- realizar audiências;
- acompanhar concursos autorizados;
- discutir o orçamento;
- defender perante o Governo do Estado recomposição dos efetivos quando tecnicamente demonstrada a necessidade.
12. MIGRANDO A PROPOSTA PARA A PRÁTICA
AÇÃO 1 — Tecnologia e videomonitoramento
Defender, através dos instrumentos orçamentários legalmente disponíveis ao parlamentar, recursos para equipamentos, videomonitoramento e modernização tecnológica da segurança pública.
AÇÃO 2 — Fiscalização dos efetivos e estrutura
Solicitar informações periódicas sobre efetivos, delegacias, batalhões, equipamentos e condições operacionais.
Quando forem identificadas deficiências, cobrar planejamento e providências do Governo do Estado.
AÇÃO 3 — Prevenção nos territórios vulneráveis
Articular políticas estaduais de esporte, educação, cultura e qualificação profissional direcionadas especialmente a crianças e jovens residentes em áreas identificadas por indicadores de vulnerabilidade e violência.
13. GABINETE PARTICIPATIVO E SEGURANÇA
O Gabinete Participativo também poderá contribuir para identificar problemas relacionados à segurança.
A população poderá informar ao gabinete questões como:
- locais com pouca iluminação;
- áreas com recorrência de violência;
- necessidade de presença do poder público;
- problemas de infraestrutura que aumentem a sensação de insegurança;
- demandas relacionadas aos serviços estaduais.
Essas informações não substituirão o 190 nem os canais oficiais de denúncia e emergência.
O objetivo será produzir informações para a atuação parlamentar e fiscalização das políticas públicas.
As demandas poderão ser organizadas por:
Município → Bairro → Categoria → Problema → Encaminhamento
Isso permitirá identificar problemas recorrentes e cobrar providências dos órgãos competentes.
14. FISCALIZAÇÃO E TRANSPARÊNCIA
O Deputado Estadual possui uma responsabilidade fundamental: fiscalizar o Governo do Estado.
Na segurança pública, o mandato poderá acompanhar:
- orçamento;
- contratos;
- equipamentos;
- viaturas;
- obras;
- tecnologia;
- programas;
- estrutura das unidades;
- indicadores;
- políticas de prevenção.
O objetivo é acompanhar não apenas quanto o Estado gasta, mas quais resultados as políticas públicas estão produzindo.
15. ARGUMENTAÇÃO PÚBLICA DA PROPOSTA
A apresentação pública do projeto deve deixar clara uma diferença:
Segurança não é apenas colocar mais viaturas nas ruas.
Uma política moderna precisa funcionar em três momentos:
Antes do crime
Prevenção, educação, oportunidades e presença do Estado.
Durante
Policiamento preparado, equipado e orientado por inteligência.
Depois
Investigação eficiente, produção de provas e responsabilização dentro da lei.
É essa integração que o Amapá Seguro propõe.
16.
“Nossa proposta de segurança não é baseada em promessa que um deputado não pode cumprir. Deputado não comanda a polícia e não realiza concurso por decreto. Mas pode fiscalizar, legislar, discutir o orçamento e cobrar resultados.
Quero trabalhar por uma segurança baseada em inteligência, tecnologia e valorização dos nossos profissionais, sem esquecer da prevenção.
Precisamos combater as facções e, ao mesmo tempo, impedir que elas encontrem nossos jovens antes que o Estado encontre.
Segurança pública se faz com polícia preparada, investigação, tecnologia, prevenção e presença do poder público.”
17. RESULTADOS BUSCADOS
O Projeto Amapá Seguro pretende contribuir para:
Fortalecimento das forças estaduais de segurança.
Maior capacidade de enfrentamento ao crime organizado.
Mais inteligência e tecnologia.
Maior integração entre segurança e prevenção social.
Valorização dos profissionais.
Maior fiscalização dos recursos da segurança.
Proteção da juventude em territórios vulneráveis.
Políticas orientadas por indicadores e resultados.
18. COMPROMISSO
Segurança pública exige planejamento, inteligência, profissionais preparados e presença permanente do Estado.
O compromisso de Cirilo Fernandes será utilizar as atribuições de Deputado Estadual para legislar, fiscalizar, cobrar resultados e defender investimentos responsáveis na segurança pública do Amapá.
CIRILO FERNANDES
Candidato a Deputado Estadual pelo Amapá
AMAPÁ SEGURO
