ProduçãoEIXO 07

Amapá que Produz

Agricultura familiar, pesca artesanal, extrativismo, cooperativas, assistência técnica e geração de renda no interior.

Cirilo Fernandes — Candidato a Deputado Estadual pelo Amapá

Produtor amazônico com produção regional representando o projeto Amapá que Produz

DA TERRA E DOS RIOS PARA O DESENVOLVIMENTO

Cirilo Fernandes — Candidato a Deputado Estadual pelo Amapá


1. TÍTULO DA PROPOSTA

AMAPÁ QUE PRODUZ

Produzir, beneficiar e vender para gerar renda no interior.

O Projeto Amapá que Produz estabelece uma agenda parlamentar para fortalecer:

Agricultura Familiar + Pesca Artesanal + Extrativismo + Cooperativismo + Agroindustrialização

O princípio é simples:

Não basta ajudar o produtor a produzir. É preciso criar condições para produzir, beneficiar, transportar e vender.

O objetivo é aumentar a renda das famílias que vivem da terra, dos rios e da floresta e criar condições para que trabalhar e empreender no interior seja economicamente sustentável.


2. DIAGNÓSTICO REGIONAL

O interior do Amapá possui grande potencial produtivo.

Agricultores familiares, pescadores, extrativistas, ribeirinhos, associações e cooperativas movimentam cadeias como:

  • açaí;
  • mandioca;
  • castanha;
  • pescado;
  • frutas;
  • hortaliças;
  • criação de pequenos animais;
  • produtos florestais;
  • pesca artesanal;
  • manejo sustentável.

Municípios como Porto Grande, Mazagão, Laranjal do Jari, Amapá, Tartarugalzinho, Oiapoque e outras regiões possuem diferentes vocações produtivas.

Porém, produzir é apenas uma parte do problema.

Existem desafios relacionados à documentação, assistência técnica, financiamento, equipamentos, beneficiamento, armazenamento, conservação e escoamento.


3. TERRA REGULARIZADA PARA QUEM PRODUZ

A segurança jurídica da terra é fundamental para o desenvolvimento rural.

Sem documentação adequada, o produtor pode enfrentar dificuldades para acessar determinadas políticas públicas, crédito e investimentos.

O Estado já possui estrutura de regularização fundiária através do Amapá Terras.

Portanto, a proposta não será simplesmente criar outro programa.

O mandato buscará:

  • fiscalizar o andamento da regularização;
  • acompanhar metas;
  • identificar regiões com maior demanda;
  • cobrar maior capacidade de atendimento;
  • promover audiências com produtores;
  • acompanhar processos de assentamentos sob responsabilidade estadual;
  • articular soluções com órgãos estaduais e federais quando as competências forem compartilhadas.

Terra regularizada significa mais segurança para produzir e investir.


4. ASSISTÊNCIA TÉCNICA PRESENTE NO CAMPO

O RURAP já possui atribuições relacionadas à assistência e extensão rural.

O desafio será fortalecer a capacidade de atendimento e fazer com que o serviço chegue efetivamente ao produtor.

O mandato poderá fiscalizar:

  • estrutura disponível;
  • número de técnicos;
  • presença nos municípios;
  • condições de deslocamento;
  • atendimento aos produtores;
  • programas existentes;
  • resultados alcançados.

Também poderá defender, durante a discussão orçamentária, recursos destinados à modernização e fortalecimento da assistência técnica.

O produtor precisa de orientação não apenas para plantar.

Precisa de apoio para:

Produzir → Melhorar produtividade → Beneficiar → Regularizar → Comercializar.

5. CRÉDITO QUE CHEGUE AO PRODUTOR

A Agência de Fomento do Amapá já possui linhas de crédito relacionadas ao extrativismo, inclusive para atividades ligadas ao açaí e à castanha.

O problema, portanto, não deve ser tratado apenas como ausência de crédito.

É necessário facilitar o acesso às políticas existentes.

A proposta será defender uma política de Crédito Rural Assistido, respeitando as atribuições da AFAP.

O produtor poderia receber orientação para:

  1. organizar documentação;
  2. elaborar seu projeto;
  3. compreender as linhas disponíveis;
  4. solicitar financiamento;
  5. receber acompanhamento técnico;
  6. investir de maneira sustentável.

O mandato poderá fiscalizar indicadores como:

  • quantidade de solicitações;
  • municípios atendidos;
  • valores financiados;
  • atividades beneficiadas;
  • principais motivos de negativa;
  • tempo médio de análise.

Crédito disponível no papel não basta. Ele precisa chegar a quem produz.


6. COOPERATIVISMO E ASSOCIAÇÕES

Em janeiro de 2026, o Amapá instituiu legislação específica de incentivo à criação e fortalecimento de cooperativas envolvendo, entre outros grupos, pescadores artesanais, agricultores e extrativistas.

Por isso, Cirilo não precisa apresentar como novidade a criação de uma política que já existe.

A atuação será voltada para:

Fazer a legislação funcionar.

O mandato poderá fiscalizar:

  • regulamentação;
  • programas executados;
  • recursos destinados;
  • cooperativas atendidas;
  • financiamento de equipamentos;
  • capacitação;
  • assistência técnica;
  • acesso aos incentivos existentes.

Também poderá propor aperfeiçoamentos legislativos quando forem identificadas dificuldades práticas.


7. INCENTIVOS À PRODUÇÃO LOCAL

A legislação estadual poderá ser aperfeiçoada para favorecer a organização produtiva e a agregação de valor, respeitando a legislação tributária e as regras de responsabilidade fiscal.

Qualquer benefício tributário deverá possuir:

  • estimativa de impacto;
  • compatibilidade orçamentária;
  • respeito à legislação nacional;
  • critérios objetivos;
  • mecanismo de avaliação.

A prioridade deverá ser incentivar empreendimentos que produzam ou beneficiem produtos amapaenses dentro do próprio estado, quando juridicamente possível.

O objetivo é fazer com que mais valor permaneça no Amapá.


8. DO AÇAÍ AO PRODUTO FINAL

O Amapá possui uma cadeia produtiva importante relacionada ao açaí.

Mas existe uma diferença econômica enorme entre vender apenas matéria-prima e vender produtos beneficiados.

A proposta defenderá políticas que permitam avançar de:

Produção → Beneficiamento → Embalagem → Certificação → Comercialização

Isso pode envolver apoio a:

  • pequenas unidades de beneficiamento;
  • câmaras frias;
  • equipamentos;
  • polpas;
  • embalagem;
  • controle sanitário;
  • capacitação;
  • cooperativas;
  • acesso a novos mercados.

O Amapá já possui o selo estadual da agricultura familiar “Gosto do Amapá”.

O mandato poderá fiscalizar sua implementação e defender sua utilização como instrumento de valorização comercial dos produtos da agricultura familiar.


9. CASTANHA E EXTRATIVISMO

O extrativismo sustentável pode gerar renda mantendo a floresta economicamente valorizada.

A proposta defenderá o fortalecimento das cadeias da:

  • castanha;
  • açaí;
  • sementes;
  • óleos;
  • frutos amazônicos;
  • demais produtos compatíveis com o manejo sustentável.

O objetivo será estimular processamento e beneficiamento dentro do Amapá.

Em vez de comercializar somente matéria-prima, a cadeia produtiva pode buscar produtos com maior valor agregado.

A floresta preservada também pode gerar trabalho e renda quando utilizada de maneira sustentável e responsável.


10. PESCA ARTESANAL

A pesca representa fonte de alimentação e renda para muitas famílias.

O projeto pretende defender políticas estaduais de apoio ao pescador artesanal e às organizações do setor.

Entre as prioridades:

  • armazenamento;
  • conservação do pescado;
  • equipamentos;
  • segurança;
  • beneficiamento;
  • comercialização;
  • assistência técnica;
  • organização produtiva;
  • manejo sustentável dos recursos pesqueiros.

A política deverá considerar as características específicas das diferentes regiões do Amapá.


11. MANEJO SUSTENTÁVEL DO PIRARUCU

O pirarucu possui potencial econômico, mas sua exploração precisa estar necessariamente ligada à sustentabilidade e às regras ambientais e pesqueiras.

O Amapá já possui regulamentações relacionadas ao manejo e à pesca da espécie em determinadas regiões.

A atuação parlamentar poderá apoiar:

  • pesquisa;
  • monitoramento;
  • manejo comunitário;
  • capacitação;
  • organização dos pescadores;
  • conservação;
  • beneficiamento;
  • comercialização legal.

O objetivo é combinar geração de renda com preservação dos estoques naturais.


12. ESTRADAS VICINAIS E ESCOAMENTO

Para o produtor, uma estrada ruim não representa apenas dificuldade de deslocamento.

Representa:

produto perdido + transporte mais caro + menor margem de lucro.

A proposta defenderá maior integração entre Estado e municípios para melhoria das rotas de escoamento.

O mandato poderá:

  • identificar pontos críticos;
  • apresentar indicações;
  • cobrar providências;
  • fiscalizar convênios;
  • acompanhar investimentos;
  • defender recursos orçamentários;
  • articular Estado e municípios.

Nas estradas de competência municipal, a atuação deverá respeitar a responsabilidade das prefeituras, utilizando articulação e mecanismos legais de cooperação.


13. PLANO DE EMENDAS — PATRULHA DO PRODUTOR

Dentro das regras orçamentárias e dos instrumentos disponíveis ao parlamentar, uma das prioridades será direcionar recursos para mecanização e infraestrutura produtiva.

Exemplos:

  • tratores;
  • grades;
  • roçadeiras;
  • implementos agrícolas;
  • equipamentos para preparo de solo;
  • veículos ou equipamentos compatíveis com assistência rural.

Sempre que possível, os equipamentos deverão atender organizações coletivas ou estruturas públicas que permitam beneficiar diversos produtores.

O objetivo será evitar equipamentos públicos parados ou destinados sem planejamento técnico.


14. PLANO DE EMENDAS — AGROINDÚSTRIA NO INTERIOR

Outra prioridade será apoiar infraestrutura de beneficiamento.

Dependendo da região e da viabilidade técnica, poderão ser apoiadas estruturas como:

Pequenas agroindústrias de polpas

Para beneficiar açaí e frutas regionais.

Casas de farinha estruturadas

Para fortalecer a cadeia da mandioca.

Unidades de beneficiamento

Para agregar valor a produtos agrícolas e extrativistas.

Câmaras frias

Para conservação da produção.

O objetivo é permitir que o produtor deixe de vender exclusivamente matéria-prima e participe de etapas mais rentáveis da cadeia.


15. PLANO DE EMENDAS — ESTRUTURA PARA O PESCADOR

Nas regiões onde a pesca possui importância econômica, poderão ser priorizados investimentos como:

  • fábricas ou máquinas de gelo;
  • câmaras frigoríficas;
  • estruturas de armazenamento;
  • equipamentos de beneficiamento;
  • equipamentos de apoio à produção;
  • estruturas coletivas para organizações de pescadores.

A finalidade é reduzir perdas e melhorar as condições de comercialização.


16. COMPRAS PÚBLICAS E MERCADO PARA QUEM PRODUZ

Produzir mais só gera desenvolvimento quando existe mercado.

O mandato poderá fiscalizar e defender o fortalecimento da participação da agricultura familiar nos programas de compras públicas, respeitando as regras federais e estaduais aplicáveis.

Também poderá incentivar:

  • feiras;
  • mercados institucionais;
  • cooperativismo;
  • certificação;
  • acesso a supermercados;
  • conexão entre produtores e compradores;
  • divulgação dos produtos amapaenses.

O produtor precisa saber não somente como produzir, mas também para quem vender.


17. TEXTO-BASE DE DIRETRIZES LEGISLATIVAS

POLÍTICA ESTADUAL AMAPÁ QUE PRODUZ

Art. 1º Ficam estabelecidas diretrizes para o fortalecimento das cadeias produtivas da agricultura familiar, pesca artesanal e extrativismo sustentável no Estado do Amapá.

Art. 2º Constituem objetivos da política:

I — promover geração de renda no meio rural e nas comunidades tradicionais;

II — estimular a agregação de valor à produção amapaense;

III — fortalecer associações e cooperativas;

IV — incentivar assistência técnica e extensão rural;

V — promover acesso às políticas de financiamento;

VI — incentivar beneficiamento e agroindustrialização;

VII — ampliar oportunidades de comercialização;

VIII — fortalecer cadeias produtivas sustentáveis;

IX — contribuir para reduzir perdas durante armazenamento e transporte;

X — incentivar desenvolvimento econômico nos municípios do interior.

Art. 3º As políticas estaduais relacionadas ao setor deverão buscar integração entre assistência técnica, crédito, produção, beneficiamento e comercialização.

Art. 4º O Estado poderá priorizar, observada a legislação aplicável, iniciativas coletivas de produtores, associações e cooperativas que promovam beneficiamento local e geração de renda.

Art. 5º A implementação das diretrizes observará as disponibilidades orçamentárias, as competências administrativas do Poder Executivo e a legislação fiscal e tributária vigente.


18. GABINETE PARTICIPATIVO DO PRODUTOR

O Gabinete Participativo também poderá ser utilizado para mapear as dificuldades de quem produz no interior.

O produtor poderá informar problemas relacionados a:

  • estrada;
  • assistência técnica;
  • documentação;
  • crédito;
  • energia;
  • armazenamento;
  • transporte;
  • equipamentos;
  • comercialização.

As informações poderão ser organizadas por:

Município → Comunidade → Cadeia produtiva → Problema → Encaminhamento

Isso permitirá ao mandato identificar problemas recorrentes.

Se dezenas de produtores de determinada região apontarem a mesma dificuldade de escoamento, por exemplo, o gabinete terá dados para fundamentar fiscalização, requerimentos e articulação institucional.


19. RESULTADOS BUSCADOS

O Amapá que Produz pretende contribuir para:

Mais renda para agricultores, pescadores e extrativistas.
Maior acesso à assistência técnica.
Mais acesso às políticas de crédito.
Fortalecimento das cooperativas e associações.
Maior beneficiamento da produção dentro do Amapá.
Redução das perdas da produção.
Melhores condições de armazenamento e comercialização.
Fortalecimento das cadeias do açaí, castanha, pescado e agricultura familiar.
Mais oportunidades econômicas no interior.
Maior capacidade de o trabalhador permanecer e prosperar em sua própria região.

20.

AMAPÁ QUE PRODUZ

Da terra e dos rios para o desenvolvimento.


21.

“Quem produz no interior não precisa apenas de discurso. Precisa de estrada para escoar, assistência técnica para produzir melhor e estrutura para beneficiar e vender sua produção.
Meu compromisso é usar o mandato para fiscalizar, buscar recursos e defender quem vive da agricultura, da pesca e do extrativismo.
**Amapá que Produz: valorizar quem trabalha para gerar renda onde as pessoas vivem.**”

CIRILO FERNANDES

Candidato a Deputado Estadual pelo Amapá

Participe do Gabinete Participativo

Apresente sua demanda, acompanhe o andamento e cobre resultados.