DA TERRA E DOS RIOS PARA O DESENVOLVIMENTO
Cirilo Fernandes — Candidato a Deputado Estadual pelo Amapá
1. TÍTULO DA PROPOSTA
AMAPÁ QUE PRODUZ
Produzir, beneficiar e vender para gerar renda no interior.
O Projeto Amapá que Produz estabelece uma agenda parlamentar para fortalecer:
Agricultura Familiar + Pesca Artesanal + Extrativismo + Cooperativismo + Agroindustrialização
O princípio é simples:
Não basta ajudar o produtor a produzir. É preciso criar condições para produzir, beneficiar, transportar e vender.
O objetivo é aumentar a renda das famílias que vivem da terra, dos rios e da floresta e criar condições para que trabalhar e empreender no interior seja economicamente sustentável.
2. DIAGNÓSTICO REGIONAL
O interior do Amapá possui grande potencial produtivo.
Agricultores familiares, pescadores, extrativistas, ribeirinhos, associações e cooperativas movimentam cadeias como:
- açaí;
- mandioca;
- castanha;
- pescado;
- frutas;
- hortaliças;
- criação de pequenos animais;
- produtos florestais;
- pesca artesanal;
- manejo sustentável.
Municípios como Porto Grande, Mazagão, Laranjal do Jari, Amapá, Tartarugalzinho, Oiapoque e outras regiões possuem diferentes vocações produtivas.
Porém, produzir é apenas uma parte do problema.
Existem desafios relacionados à documentação, assistência técnica, financiamento, equipamentos, beneficiamento, armazenamento, conservação e escoamento.
3. TERRA REGULARIZADA PARA QUEM PRODUZ
A segurança jurídica da terra é fundamental para o desenvolvimento rural.
Sem documentação adequada, o produtor pode enfrentar dificuldades para acessar determinadas políticas públicas, crédito e investimentos.
O Estado já possui estrutura de regularização fundiária através do Amapá Terras.
Portanto, a proposta não será simplesmente criar outro programa.
O mandato buscará:
- fiscalizar o andamento da regularização;
- acompanhar metas;
- identificar regiões com maior demanda;
- cobrar maior capacidade de atendimento;
- promover audiências com produtores;
- acompanhar processos de assentamentos sob responsabilidade estadual;
- articular soluções com órgãos estaduais e federais quando as competências forem compartilhadas.
Terra regularizada significa mais segurança para produzir e investir.
4. ASSISTÊNCIA TÉCNICA PRESENTE NO CAMPO
O RURAP já possui atribuições relacionadas à assistência e extensão rural.
O desafio será fortalecer a capacidade de atendimento e fazer com que o serviço chegue efetivamente ao produtor.
O mandato poderá fiscalizar:
- estrutura disponível;
- número de técnicos;
- presença nos municípios;
- condições de deslocamento;
- atendimento aos produtores;
- programas existentes;
- resultados alcançados.
Também poderá defender, durante a discussão orçamentária, recursos destinados à modernização e fortalecimento da assistência técnica.
O produtor precisa de orientação não apenas para plantar.
Precisa de apoio para:
Produzir → Melhorar produtividade → Beneficiar → Regularizar → Comercializar.
5. CRÉDITO QUE CHEGUE AO PRODUTOR
A Agência de Fomento do Amapá já possui linhas de crédito relacionadas ao extrativismo, inclusive para atividades ligadas ao açaí e à castanha.
O problema, portanto, não deve ser tratado apenas como ausência de crédito.
É necessário facilitar o acesso às políticas existentes.
A proposta será defender uma política de Crédito Rural Assistido, respeitando as atribuições da AFAP.
O produtor poderia receber orientação para:
- organizar documentação;
- elaborar seu projeto;
- compreender as linhas disponíveis;
- solicitar financiamento;
- receber acompanhamento técnico;
- investir de maneira sustentável.
O mandato poderá fiscalizar indicadores como:
- quantidade de solicitações;
- municípios atendidos;
- valores financiados;
- atividades beneficiadas;
- principais motivos de negativa;
- tempo médio de análise.
Crédito disponível no papel não basta. Ele precisa chegar a quem produz.
6. COOPERATIVISMO E ASSOCIAÇÕES
Em janeiro de 2026, o Amapá instituiu legislação específica de incentivo à criação e fortalecimento de cooperativas envolvendo, entre outros grupos, pescadores artesanais, agricultores e extrativistas.
Por isso, Cirilo não precisa apresentar como novidade a criação de uma política que já existe.
A atuação será voltada para:
Fazer a legislação funcionar.
O mandato poderá fiscalizar:
- regulamentação;
- programas executados;
- recursos destinados;
- cooperativas atendidas;
- financiamento de equipamentos;
- capacitação;
- assistência técnica;
- acesso aos incentivos existentes.
Também poderá propor aperfeiçoamentos legislativos quando forem identificadas dificuldades práticas.
7. INCENTIVOS À PRODUÇÃO LOCAL
A legislação estadual poderá ser aperfeiçoada para favorecer a organização produtiva e a agregação de valor, respeitando a legislação tributária e as regras de responsabilidade fiscal.
Qualquer benefício tributário deverá possuir:
- estimativa de impacto;
- compatibilidade orçamentária;
- respeito à legislação nacional;
- critérios objetivos;
- mecanismo de avaliação.
A prioridade deverá ser incentivar empreendimentos que produzam ou beneficiem produtos amapaenses dentro do próprio estado, quando juridicamente possível.
O objetivo é fazer com que mais valor permaneça no Amapá.
8. DO AÇAÍ AO PRODUTO FINAL
O Amapá possui uma cadeia produtiva importante relacionada ao açaí.
Mas existe uma diferença econômica enorme entre vender apenas matéria-prima e vender produtos beneficiados.
A proposta defenderá políticas que permitam avançar de:
Produção → Beneficiamento → Embalagem → Certificação → Comercialização
Isso pode envolver apoio a:
- pequenas unidades de beneficiamento;
- câmaras frias;
- equipamentos;
- polpas;
- embalagem;
- controle sanitário;
- capacitação;
- cooperativas;
- acesso a novos mercados.
O Amapá já possui o selo estadual da agricultura familiar “Gosto do Amapá”.
O mandato poderá fiscalizar sua implementação e defender sua utilização como instrumento de valorização comercial dos produtos da agricultura familiar.
9. CASTANHA E EXTRATIVISMO
O extrativismo sustentável pode gerar renda mantendo a floresta economicamente valorizada.
A proposta defenderá o fortalecimento das cadeias da:
- castanha;
- açaí;
- sementes;
- óleos;
- frutos amazônicos;
- demais produtos compatíveis com o manejo sustentável.
O objetivo será estimular processamento e beneficiamento dentro do Amapá.
Em vez de comercializar somente matéria-prima, a cadeia produtiva pode buscar produtos com maior valor agregado.
A floresta preservada também pode gerar trabalho e renda quando utilizada de maneira sustentável e responsável.
10. PESCA ARTESANAL
A pesca representa fonte de alimentação e renda para muitas famílias.
O projeto pretende defender políticas estaduais de apoio ao pescador artesanal e às organizações do setor.
Entre as prioridades:
- armazenamento;
- conservação do pescado;
- equipamentos;
- segurança;
- beneficiamento;
- comercialização;
- assistência técnica;
- organização produtiva;
- manejo sustentável dos recursos pesqueiros.
A política deverá considerar as características específicas das diferentes regiões do Amapá.
11. MANEJO SUSTENTÁVEL DO PIRARUCU
O pirarucu possui potencial econômico, mas sua exploração precisa estar necessariamente ligada à sustentabilidade e às regras ambientais e pesqueiras.
O Amapá já possui regulamentações relacionadas ao manejo e à pesca da espécie em determinadas regiões.
A atuação parlamentar poderá apoiar:
- pesquisa;
- monitoramento;
- manejo comunitário;
- capacitação;
- organização dos pescadores;
- conservação;
- beneficiamento;
- comercialização legal.
O objetivo é combinar geração de renda com preservação dos estoques naturais.
12. ESTRADAS VICINAIS E ESCOAMENTO
Para o produtor, uma estrada ruim não representa apenas dificuldade de deslocamento.
Representa:
produto perdido + transporte mais caro + menor margem de lucro.
A proposta defenderá maior integração entre Estado e municípios para melhoria das rotas de escoamento.
O mandato poderá:
- identificar pontos críticos;
- apresentar indicações;
- cobrar providências;
- fiscalizar convênios;
- acompanhar investimentos;
- defender recursos orçamentários;
- articular Estado e municípios.
Nas estradas de competência municipal, a atuação deverá respeitar a responsabilidade das prefeituras, utilizando articulação e mecanismos legais de cooperação.
13. PLANO DE EMENDAS — PATRULHA DO PRODUTOR
Dentro das regras orçamentárias e dos instrumentos disponíveis ao parlamentar, uma das prioridades será direcionar recursos para mecanização e infraestrutura produtiva.
Exemplos:
- tratores;
- grades;
- roçadeiras;
- implementos agrícolas;
- equipamentos para preparo de solo;
- veículos ou equipamentos compatíveis com assistência rural.
Sempre que possível, os equipamentos deverão atender organizações coletivas ou estruturas públicas que permitam beneficiar diversos produtores.
O objetivo será evitar equipamentos públicos parados ou destinados sem planejamento técnico.
14. PLANO DE EMENDAS — AGROINDÚSTRIA NO INTERIOR
Outra prioridade será apoiar infraestrutura de beneficiamento.
Dependendo da região e da viabilidade técnica, poderão ser apoiadas estruturas como:
Pequenas agroindústrias de polpas
Para beneficiar açaí e frutas regionais.
Casas de farinha estruturadas
Para fortalecer a cadeia da mandioca.
Unidades de beneficiamento
Para agregar valor a produtos agrícolas e extrativistas.
Câmaras frias
Para conservação da produção.
O objetivo é permitir que o produtor deixe de vender exclusivamente matéria-prima e participe de etapas mais rentáveis da cadeia.
15. PLANO DE EMENDAS — ESTRUTURA PARA O PESCADOR
Nas regiões onde a pesca possui importância econômica, poderão ser priorizados investimentos como:
- fábricas ou máquinas de gelo;
- câmaras frigoríficas;
- estruturas de armazenamento;
- equipamentos de beneficiamento;
- equipamentos de apoio à produção;
- estruturas coletivas para organizações de pescadores.
A finalidade é reduzir perdas e melhorar as condições de comercialização.
16. COMPRAS PÚBLICAS E MERCADO PARA QUEM PRODUZ
Produzir mais só gera desenvolvimento quando existe mercado.
O mandato poderá fiscalizar e defender o fortalecimento da participação da agricultura familiar nos programas de compras públicas, respeitando as regras federais e estaduais aplicáveis.
Também poderá incentivar:
- feiras;
- mercados institucionais;
- cooperativismo;
- certificação;
- acesso a supermercados;
- conexão entre produtores e compradores;
- divulgação dos produtos amapaenses.
O produtor precisa saber não somente como produzir, mas também para quem vender.
17. TEXTO-BASE DE DIRETRIZES LEGISLATIVAS
POLÍTICA ESTADUAL AMAPÁ QUE PRODUZ
Art. 1º Ficam estabelecidas diretrizes para o fortalecimento das cadeias produtivas da agricultura familiar, pesca artesanal e extrativismo sustentável no Estado do Amapá.
Art. 2º Constituem objetivos da política:
I — promover geração de renda no meio rural e nas comunidades tradicionais;
II — estimular a agregação de valor à produção amapaense;
III — fortalecer associações e cooperativas;
IV — incentivar assistência técnica e extensão rural;
V — promover acesso às políticas de financiamento;
VI — incentivar beneficiamento e agroindustrialização;
VII — ampliar oportunidades de comercialização;
VIII — fortalecer cadeias produtivas sustentáveis;
IX — contribuir para reduzir perdas durante armazenamento e transporte;
X — incentivar desenvolvimento econômico nos municípios do interior.
Art. 3º As políticas estaduais relacionadas ao setor deverão buscar integração entre assistência técnica, crédito, produção, beneficiamento e comercialização.
Art. 4º O Estado poderá priorizar, observada a legislação aplicável, iniciativas coletivas de produtores, associações e cooperativas que promovam beneficiamento local e geração de renda.
Art. 5º A implementação das diretrizes observará as disponibilidades orçamentárias, as competências administrativas do Poder Executivo e a legislação fiscal e tributária vigente.
18. GABINETE PARTICIPATIVO DO PRODUTOR
O Gabinete Participativo também poderá ser utilizado para mapear as dificuldades de quem produz no interior.
O produtor poderá informar problemas relacionados a:
- estrada;
- assistência técnica;
- documentação;
- crédito;
- energia;
- armazenamento;
- transporte;
- equipamentos;
- comercialização.
As informações poderão ser organizadas por:
Município → Comunidade → Cadeia produtiva → Problema → Encaminhamento
Isso permitirá ao mandato identificar problemas recorrentes.
Se dezenas de produtores de determinada região apontarem a mesma dificuldade de escoamento, por exemplo, o gabinete terá dados para fundamentar fiscalização, requerimentos e articulação institucional.
19. RESULTADOS BUSCADOS
O Amapá que Produz pretende contribuir para:
Mais renda para agricultores, pescadores e extrativistas.
Maior acesso à assistência técnica.
Mais acesso às políticas de crédito.
Fortalecimento das cooperativas e associações.
Maior beneficiamento da produção dentro do Amapá.
Redução das perdas da produção.
Melhores condições de armazenamento e comercialização.
Fortalecimento das cadeias do açaí, castanha, pescado e agricultura familiar.
Mais oportunidades econômicas no interior.
Maior capacidade de o trabalhador permanecer e prosperar em sua própria região.
20.
AMAPÁ QUE PRODUZ
Da terra e dos rios para o desenvolvimento.
21.
“Quem produz no interior não precisa apenas de discurso. Precisa de estrada para escoar, assistência técnica para produzir melhor e estrutura para beneficiar e vender sua produção.
Meu compromisso é usar o mandato para fiscalizar, buscar recursos e defender quem vive da agricultura, da pesca e do extrativismo.
**Amapá que Produz: valorizar quem trabalha para gerar renda onde as pessoas vivem.**”
